Editorial - O poder das redes

Por Portal Opinião Pública 08/10/2026 - 13:06 hs
Foto: TSE / Reprodução

Que as redes sociais já fazem parte de nosso cotidiano, todos sabemos. A facilidade de acesso, por meio de dispositivos que carregamos conosco quase que 24 horas por dia, a imensa quantidade de conteúdos e a facilidade com que elas permitem com que nos comuniquemos, são apenas alguns de seus atrativos. Porém, o que muitas vezes não percebemos é o poder que essas mídias possuem. E a eleição do último domingo (4) é uma prova disso.

Se pegarmos os recordistas de votos entre os candidatos que concorriam às vagas de deputados estaduais e federais, vemos um padrão: todos eles fazem uso massivo das redes. Lideranças do campo conservador, o vereador paulistano Lucas Pavanato e a vereadora de Praia Grande, Eduarda Campopiano, ambos do PL, foram recordistas em São Paulo para os cargos de deputado federal e deputada estadual, obtendo 3.038.438 e 1.956.238 votos, respectivamente. Já o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL) se reelegeu à Câmara Federal com 3.119.318 sufrágios.

Já no campo progressista, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, ambas do PSOL, vieram logo atrás de Pavanato na preferência popular, com 1.596.472 e 583.107 votos, reelegendo-se para os cargos. Ambas também sabem utilizar bem as redes sociais, bem como os deputados federais eleitos para seus primeiros mandatos Jones Manoel (PSOL), que conquistou 249.077 votos em Pernambuco, e Ana Elisa (PT), segunda colocada em Minas Gerais com 524.219 votos.

O que todos esses candidatos mostraram é que, independente da vertente política que seguem, eles sabem que boa parte do eleitorado a ser disputado está nas redes sociais, e trabalham focados em aumentar suas presenças nesses meios. Obviamente seus esforços não se restringem apenas ao digital. Todos também fazem trabalho nas ruas, tentando mobilizar o maior público possível. Mas nenhum deles ignora algo que está cada vez mais presente em nossa sociedade.